| Lenços de quadril para dança do ventre |
| HISTÓRIA |
| A dança
do ventre tem suas origens provavelmente em toda a região mediterrânea
e norte africana. Podemos afirmar isso de acordo com o grande número de evidências históricas recolhidas em escavações e construções antigas. Nada é exato quando se trata desta arte, por que as evidências são muito dispersas e não se sabe bem ao certo se correspondem a Dança do ventre ou a outros rituais da época. A primeira figura que pode ser comparada à Dança do ventre sem muita certeza, é uma pintura rupestre datada de 6000 antes de cristo, encontrada numa caverna em Tassili n'Ajjer , na Argélia ( Norte da África). Era um culto estritamente feminino para a Deusa Mãe. Este culto está gravado nas paredes da caverna Em 4000 antes de Cristo surgiram as figuras de Naqada ( no egito) que são lindas evidências no sentido de adoração ao sol e culto à fertilidade. Tem elementos que apontam para que seja uma antecessora da dança oriental |
|
|
|
|
|
| Por
Volta de 1400 antes de Cristo , várias evidências se destacam,
na Grécia, na Itália e no Egito. No Egito danças rituais para afastar maus espíritos com punhais e pandeiros,danças funerais , danças religiosas e danças artísticas , incluindo o quadro vivo eram as mais destacadas.Nota-se que depois de certo tempo , danças basicamente ritualísticas passam por um processo de reformulação e modulação para o propósito de apresentações públicas. A maior evidência de danças orientais na Grécia , Turquia e Itália é também de caráter ritual, incluindo principalmente ritos cíclicos , que representavam uma passagem de um estado à outro na vida dos participantes. Casamento,menarca( primeira menstruação), parto e morte eram sem dúvida as ocasiões preferidas para dançar, já que é destes eventos que temos registros. |
| Mas
foi em 1300 depois de Cristo com a invasão Árabe ao Egito,
que esta dança se mesclou e ganhou o caráter festivo de hoje
, perdendo parte de seu jeito sagrado e ritualístico e ganhando a
conotação alegre e espontânea.A dança egípcia
, a grega e a Italiana segundo Irena Lexová ( autora de Ancient
Egyptian dances ) não continha movimentos bruscos e retos, somente
sendo fluida e suavemente seqüencial. (Como o Tsiftetelli, pode se
dizer). A parte mais solar, masculina e brusca teria sido introduzida na dança pelos árabes e seu folclore, por que estes movimentos só apareciam em retratos das danças Árabes e Etruscas.Compara-se ao Tsiftetelli (ritmo da dança do vente Grega e Turca ), por que este não é brusco como o Baladi (Ritmo da dança do ventre árabe) . A dança do ventre mudou de várias formas agora o Raks el Sharki, Baladi ou dança do leste era também parte da vida dos povos árabes , disseminado nas tribos de beduínos , foi caminhando e evoluindo por todo o oriente e sul da Europa.Dois tipos de bailarina foram sendo separados,as Almeés e as Ghawazi . |
|
|
| As Almées eram mulheres estudadas, poetizas, cantoras, e artistas, dançavam pela arte e de forma ritual. Já as Ghawazi, Ciganas em português, espalhavam a dança no comércio e viviam de dançar. Algumas Ghawazi se prostituiam , mas apesar disso foram estas as grandes antecessoras da dança cigana , das danças Andaluzas , Sevillanas e do Flamenco como andarilhas que eram, levaram a dança do ventre à Andaluzia aonde esta se estabeleceu e se diferenciou em 900 anos de domínio Mouro e desde então.Assim que ambas as personalidades foram responsáveis pela disseminação e enriquecimento da dança do ventre moderna. |
| As bailarinas
dançavam com instrumentos diversos , e estas danças impressionaram o exército de Napoleão e artistas europeus que o retrataram principalmente durante o periodo entre 1700 e 1900. Portanto decidiram levar bailarinas egípcias(gawazi é claro) para uma grande exposição em Paris . Nesta fase ganhamos o nome 'Danse du ventre' e o estilo de roupa que usamos atualmente com lantejoulas , paetês e miçangas ( estilo Cabaret) Portanto a dança do ventre moderna tem um quê de Parisienne |
| O que
nos cabe, como shalomes modernas é espalhar esta dança
sem vulgarizar a mesma e de forma a disseminar não só
a beleza plástica, mas também a beleza essencial da dança,
carregando a com amor em cada momento...principalmente enquanto dançamos.
Autora: Amoura Saliba ( Bailarina oriental) http://www.amourasaliba.com.br |